História

Imbé de Minas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizado na microrregião de Caratinga e na mesorregião do Vale do Rio Doce. Sua população estimada em 2008 era de 6.578 habitantes.

A região onde atualmente se encontra o município de Imbé de Minas foi desbravada pelas famílias de Manoel Joaquim Teodoro, Joaquim Valério, Luiz Carvalho Veríssimo, Augusto da Silva e outros, responsáveis pela fundação da vila “Patrimônio das Umbaúbas” no território da fazenda pertencente a Joaquim Camilo. A partir dessa vila inicial, e após 1889, os habitantes realizaram a abertura das matas, construíram um cemitério, uma capela e uma escola. Anos depois uma nova igreja seria fundada, em homenagem a Senhora Santana.

Em 1906 a vila foi oficialmente renomeada para “Santana do Imbé”.

Tido como uma das figuras mais importantes para a história do município, Manoel Joaquim Teodoro e seus familiares se apossaram de grande parte das terras da região, tornando-se a família mais poderosa de Santana de Imbé entre os anos de 1910 a 1930.

No início do século XX, a região era quase inabitada, de difícil acesso e carente de infraestrutura. Essa situação seria alterada, ainda que temporariamente, pela chegada de Joaquim Cândido da Silva. Habitante do Rio de Janeiro, Joaquim foi convidado por Manoel Teodoro para atuar como seu funcionário, e parece ter conquistado prestígio diante do patrão, que lhe concedeu a mão de duas de suas filhas para o casamento. A primeira esposa faleceu durante o parto, levando o viúvo a contrair segundas núpcias com a cunhada e também filha de Manoel Teodoro.

Joaquim Cândido ascendeu na região, conquistando grande capital econômico e político, se tornando também uma figura importante para o desenvolvimento de Santana do Imbé. Contribuiu para a construção de obras de infraestrutura, como a pequena usina para produção de energia elétrica, utilizada para a iluminação noturna e para alimentar o funcionamento de uma máquina de beneficiamento de grãos de café, e cujo material, importado da Europa, chegou à vila em carros de boi. Ele colaborou também na construção do teatro, do cinema e dos postos telefônicos da região, além de ser responsável pela formação do primeiro time de futebol local.

O pequeno arraial começava a crescer, conquistando tecnologias das grandes cidades e superando em alguns aspectos as regiões vizinhas, como Caratinga e Inhapim. Não muito diferente de outras vilas em fase de desenvolvimento da época, a maioria de suas casas era de pau-a-pique, e as famílias criavam seus animais soltos pelas ruas, que ainda não eram calçadas. O desenvolvimento da região sofreu um revés com o assassinato de Joaquim Cândido da Silva, episódio no qual os oposicionistas, além de matar Joaquim e alguns de seus aliados, teriam saqueado o comércio e os fazendeiros de Santana do Imbé, levando sacas de café e gado.

Apesar do impacto negativo do acontecimento, em 1939, a vila, então distrito de Caratinga, contava com infraestrutura relativamente estável e foi rebatizada para Vila do Imbé.

Em 1995, através da Lei Estadual nº 12.030 de 21 de Dezembro, o distrito foi emancipado de Caratinga e rebatizado, enquanto município, para Imbé de Minas.

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